REVER (Ciências da Religião)

2001


A Revista REVER é uma publicação eletrônica patrocinada pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências da Religião da PUC-SP (site da revista)


Epistemologia Agônica e Disfuncionalidade Humana: um ensaio de teologia pessimista

LUIZ FELIPE PONDÉ (Revista REVER Nro. 2 – Abril 2001)


ABSTRACT: Trata-se de uma reflexão breve acerca do valor crítico do estudo do fenômeno religioso. Em um primeiro momento esta reflexão pessimista (definida no título do paper) toca o campo da discussão epistemológica em ciências da religião, para aí apontar a disciplina cética como a mais consistente atitude epistemológica diante da impenetrabilidade do objeto em questão, assumindo seu desdobramento prático necessário como uma espécie de epistemologia pragmática agônica inclusiva. Em um segundo momento, fixando-se em dois exemplos históricos dentro da experiência religiosa cristã, analisar-se-á a crítica fundamental do “gnosticismo cristão” a Criação (disfunção cosmológica), e na seqüência, a antropologia agostiniana/pascaliana da graça enquanto crítica ao humanismo da suficiência ontológica da natureza humana (disfunção antropológica).

Abstract available in other languages (Spanish, English, French and German) HERE


TRECHO INICIAL do texto

Meu objetivo neste paper é introduzir uma reflexão acerca do valor crítico que tem a atividade de investigação do fenômeno religioso. Poucos objetos de pesquisa são vítimas de tanta distorção quanto a religião. Penso que tal fato descreve na realidade um problema de concepção de mundo: a cosmovisão religiosa – ainda que dito de forma muito abrangente – parece entrar em frontal choque com aquela que define o advento da “modernidade”. Não vou entrar nos meandros dessa discussão pois esta é já “quase” senso comum: a orfandade do ser humano moderno descreve sua solidão cósmica assim como sua (festejada) liberdade pós-adâmica. Com a mecânica moderna, passamos de um mundo como livro que revela seu autor a espaços infinitos de escuridão e silêncio, presos na matemática indiferente do átomo. O procedimento usual nesta “modernidade” é a redução do fenômeno religioso a alguma de suas mediações, psicológicas ou sociais.

Primeiramente pretendo definir – de modo rápido, visto que já tive oportunidade de me deter sobre esta questão em outras ocasiões – o que entendo como sendo o problema epistemológico da investigação do fenômeno religioso, e aí delinear o que seria uma espécie de crítica epistemológica interna a prática das pesquisadoras do fenômeno religioso. Na seqüência, diretamente relacionado com o primeiro bloco e meu real foco neste paper, tratarei de analisar o potencial crítico que teria para o ser humano moderno uma cosmovisão – mais especificamente, uma antropovisão – que definirei como pessimismo religioso agônico , característico de certa corrente dentro da história da filosofia produzida pelo cristianismo. Minha conclusão deverá ser que o conhecimento distante do senso comum acerca da religião pode produzir um outro tipo de “distanciamento”: uma crítica social e existencial – assim como epistemológica – com relação ao “sobrevalorizado” humanismo moderno, crítica esta que na realidade nos abre o campo de visão para uma concepção do humano como ontologicamente disfuncional e insuficiente . Isso é que entendo como teologia crítica: a teologia, um objeto de estudo das ciências da religião, objeto privilegiado na medida em que é também uma instância ativa fundamental no procedimento dialógico da investigação em si, se revela muitas vezes como um poderoso olhar filosófico que o “pensamento da Transcendência” nos oferece na forma de uma crítica contundente ao humanismo narcisista que constitui uma certa antropologia contemporânea de raiz renascentista, iluminista e romântica. Meu procedimento não se constituirá em descrever a trama conceitual com a qual lidarei através do processo clássico da visibilidade via citações, deixarei este percurso para o leitor fazer através das referências que indicarei. Minha intenção aqui é assumir o conteúdo dado nestas referências e seguir imediatamente na direção da reflexão a partir deste conteúdo.


PARA LER O TEXTO NA INTEGRA:

[1] Achamos que o texto é muito longo para ser postado na área disponível neste blog, por isso disponibilizamos apenas o trecho inicial. Para ler o texto completo, visite a página no site da revista REVER (aqui).

[2] OU baixe diretamente o PDF do texto completo para o seu computador, clicando (com o botão dieito do mouse) neste link.



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2003


Elementos para uma Teoria da Consciência Apofática

LUIZ FELIPE PONDÉ (conteúdo original da Revista REVER Nro.4 – Ano 3 – 2003)


Em nosso blog, este conteúdo está parcialmente publicado AQUI


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