Bonecas de quatro (10.06.2013)


Hoje vou falar de coisa séria: vou falar de mulher. Aliás, nem tanto, pensando bem. Vou falar de feministas e muitas dessas não são exatamente mulheres. E também de gente que quer fazer meninas brincarem com carros e meninos com bonecas em nome da “tolerância”. Até quando vamos ter que tolerar esses maníacos em zoar a vida dos filhos dos outros?

O fascismo nunca perde força. Em nome de uma educação para diversidade, os fascistas de gênero agora querem se meter nos brinquedos das crianças. Quando será que a maioria silenciosa vai dar um basta nessa palhaçada pseudocientífica chamada teoria de gênero na sua versão “hard” (engenharia psicossocial do sexo)? Quando vamos deixar claro que essa coisa de dar boneca para meninos quererem ser meninas é, isso sim, abuso sexual? Quem sabe, quando as psicólogas e pedagogas tiverem coragem de parar de brincar com a sexualidade infantil fingindo que acreditam nessa baboseira de trocar os brinquedos de meninas com os dos meninos e vice-versa.

Mas, vamos aos fatos. Há alguns anos, assistia eu um pequeno festival de curtas sobre diversidade sexual quando ouvi uma das maiores pérolas desta pseudociência do sexo. O curta abria com uma cena de sexo em uma cadeia. Um casal, um homem e um travesti, faziam sexo. O travesti de quatro, o homem por trás. Os dois gozavam ao final. O curta seguiu seu curso, mas não é o filme em si que me chamou atenção.

De certa forma, o curta repetia uma das manias chatas do cinema brasileiro: cadeia, bandido, pobre, drogas… haja saco. Cinema preocupado em construir “consciência social” (essa nova categoria da astrologia) é sempre chato e ruim. Terminado o filme, “especialistas” em gênero fizeram um debate. Na primeira fala, um dos integrantes da mesa protestou contra o fato que na cena o travesti estava de quatro e que isso revelava que os criadores do curta incorriam no pecado da “falocracia”.

Calma, caro leitor e cara leitora, não pretendo usar palavras de baixo calão numa segunda-feira. Explico-me: “Falocracia”, termo cunhado para parecer chique, significa sociedade dominada pelo poder do macho (falo = pênis, cracia = poder). Segundo nosso gênio (seria gênia? Não me lembro bem do sexo…), o curta repetia o erro machista de colocar a “fêmea” no lugar da que gosta de ser penetrada por trás.

Para esses tarados em se meter na vida dos outros, as mulheres até hoje “pensam que gostam” de ser penetradas por trás porque foram oprimidas. Risadas? E quando digo que feminista não entende nada de mulher ainda tem gente que se espanta… Feminismo fora de delegacia de mulheres dá nisso: invasão da cama alheia.

Pois bem, agora algumas feministas mais azedas do que o normal querem ensinar as mulheres heterossexuais (essas que muitas militantes julgam compactuar com o inimigo) a transar e propõem a demonização de uma das posições mais preferidas pelas meninas saudáveis: transar de quatro. Segundo nossas fascistas de gênero, as heterossexuais devem ficar sempre por cima para olhar nos olhos do opressor e jamais (preste atenção: eu disse jamais!), ao fazer sexo oral (melhor não fazer), “jamais engolir sêmen, que é excremento como xixi e coco”.

É meninas queridas, um dia desses vão prender vocês se gostarem de ficar de quatro ou de “engolir”. A liberdade sexual acabou e em seu lugar nasce a heterofobia.

Quando vamos perceber o fato óbvio de que o feminismo é a nova forma de repressão social do sexo? Principalmente do sexo heterossexual feminino? Ao se meter embaixo do lençóis, essas azedas atrapalham a já difícil vida sexual cotidiana.

Uma coisa é combater crime sexual, salário discriminatório, outra coisa é se meter no modo como as pessoas gozam.

Isso me lembra o filme espanhol de 1991 “El Rey Pasmado” de Imanol Uribe. Neste filme, um casal de nobres sofria “preconceito” porque a mulher gozava muito. Padres e freiras foram chamados para rezar e ajudar a mulher ser “casta” no sexo.

Antes eram as freiras que odiavam o sexo, hoje são as feministas mais chatas: para elas nada de bonecas de quatro.


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP – 10.06.2012)  | Outra fonte para este artigo: AQUI


** ESTE ARTIGO É PROPRIEDADE INTELECTUAL DO AUTOR E DO JORNAL QUE O PUBLICA **

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~ por Pathfinder em 11/06/2013.

18 Respostas to “Bonecas de quatro (10.06.2013)”

  1. Precisamos sair da ditadura preconizada pelos pensamentos radicais com informação e reflexão.

  2. Nossa, de onde você parte para falar que os estudos de gênero são uma pseudociência? Não vou me reter muito a comentar seu (lamentável) texto, mas te indicaria alguns leituras que mostram que você se equivocou em muitos pontos: sobre o sexo de quatro há vários trabalho que há anos procuram se aprofundar sobre a falocracia, sim, e o movimento feminista não quer intervir na maneira de fazer sexo de ninguém, apenas quer dar poder as mulheres que nunca tiveram escolha e por vezes fazia papel de satisfazer o marido – de quatro.

  3. A coragem da opinião.

  4. A principal culpa de longe são das feministas – mulheres ou não – mas são das suas ouvintes ativas. Pois, de que serviria uma ideologia se não houvesse dela seguidores? O que fazer em um mundo que auto-suficiência mental praticamente não existe? Já dizia Kant: O discutir de ideias é fundamental para se escupir as opiniões…

  5. A coragem do pensamento.

  6. O pondé gosta de provocar a esquerda fascista, e faz muito bem, hoje vivemos uma ditadura ideológica que infantiliza a sociedade e quer mandar na vida pessoal das pessoas.

  7. Pondé está certíssimo, como de costume.Tem muita feminista por ai que não é mulher mesmo, tampouco defende os direitos femininas, essas de suvaco cabeludo queriam na verdade é ser homem, tem inveja do membro masculino, e aí ficam tentando transformar homens e mulheres normais em inimigos.
    Nunca tive nenhuma namorada que não gostasse de dar de quatro, é uma das posições mais prazerosas para elas. Mas como as feministas vão saber, se nem mulheres sâo.
    Mais:
    http://amarretadoazarao.blogspot.com.br/2013/06/femen-o-que-elas-querem-e-vara.html
    http://amarretadoazarao.blogspot.com.br/2013/01/femen-as-excluidas-do-bbb-13.html
    http://amarretadoazarao.blogspot.com.br/2013/02/berlusconi-e-as-meninas-do-femen.html

  8. Putz, que gafe homérica do Pondé! Ele usou como referência um texto fake publicado por uma tal de Helena Ramirez, uma mulher QUE NUNCA EXISTIU, em um site chamado… bobagento.com! Confiram aqui:

    http://bobagento.com/movimento-feminista-pede-para-mulheres-nao-mais-transarem-de-quatro/

    Tentem procurar no Google alguma referência a essa mulher e me digam o que encontraram. Ah, e tentem também procurar a suposta entrevista que ela deu no programa do Jô Soares, onde teria feito as afirmações citadas pelo Pondé.
    Como é que um filósofo, professor da USP, doutor e o caralho pode escrever algo no segundo jornal de maior circulação no país baseado em uma fonte que não existe?
    EPIC FAIL, Mr. Pondé!

    • Quem disse que ele se baseou nesse texto, Ricardo? Por acaso ele faz alguma referência ao texto ou a tal mulher no artigo? Não. Pondé baseou-se em discussões que partem de um feminismo “hardcore”, por assim dizer. Procure mais um pouco a respeito e você vai encontrar. Há declarações a respeito por ai, inclusive entre feministas que não concordam nem um pouco com esse tipo de “exagero”.

  9. Eduardo, você leu o texto da “feminista fantasma” que eu indiquei no link? Estão lá, claramente expostas, a declaração de que transar de quatro é depreciativo para as mulheres, e que engolir esperma é como engolir merda e mijo. O Pondé citou EXATAMENTE esses temas em um parágrafo de sua coluna. Coincidência? Muito pouco provável. Eu sei que o Pondé gosta de provocar, até como forma educativa, o que eu até acho saudável. Só penso que ele devia ser mais cuidadoso ao escrever tais textos, checar as fontes etc. Afinal, ele tem uma reputação a zelar. Ou não tem?

    • Sim, eu li aquele texto fake. E apesar do Pondé ter admitido a leitura de um texto que lhe enviaram por email (talvez esse mesmo), ele afirma que não se baseou nesse texto que recebeu. E há informações suficientes na internet para confirmar isso.

      Por exemplo, abaixo algumas “regras” que certas feministas sustentam. A própria sexualidade chega a ser categorizada como opressão, você duvida que as posições sexuais não seriam?

      “La heterosexualidad no es una preferencia sexual de las mujeres sino una relación de dominación donde las mujeres solo pueden ser víctimas o colaboradoras de los hombres. Consecuentemente, lo “natural” son las relaciones amoroso-amistosas entre mujeres (lesbianismo político)”

      “Todos los hombres están unidos, por encima de sus diferencias, para defender el poder patriarcal”

      “El “sadismo cultural” es el conjunto de prácticas sociales que favorecen y propugnan la violencia sexual. Condenan la pornografía y la prostitución por ser manifestaciones prácticas del sadismo cultural.”

      “La sexualidad es un vector de opresión con autonomía respecto al género aunque se interrelacionen. El feminismo no da todas las herramientas para un análisis certero de la sexualidad.”

      LINK para leitura: http://www.caladona.org/grups/uploads/2010/03/debates_feministas_sobre_la_sexualidad-_cristina_garaizabal.pdf

    • Veja, minha resposta a você não implica que eu concorde com o tom do texto. Na verdade, não gostei e acho que Pondé aponta para uma MINORIA radical que não tem tanta voz assim dentro da sociedade. Na hora do sexo, as pessoas fazem o que querem e que se dane o que o vizinho, o padre, o pastor, a amiga e as companheiras de movimento falaram.

      Em minha opinião, há um sério exagero nessa ideia de que umas feministas radicais e desvairadas possam interferir na vida sexual das pessoas. Nem uma Igreja com mais de DOIS MIL ANOS de idade conseguiu efetivamente modificar os impulsos sexuais das pessoas e obrigá-las a fazer sexo como os “servidores de Deus” achavam que devia ser feito. Você acha que um bando de mulheres vão conseguir fazer isso hoje? Eu DUVIDO. O Pondé viajou, obviamente.

      Só que não é por isso que vou passar a considerá-lo um filósofo “meia-boca” que escreve sem o mínimo critério. Ele pode escrever coisas que desagradam muita gente, pode passar por reacionário (e até ser mesmo, de vez em quando), mas não creio que basearia seu texto apenas em uma informação que recebeu por email. Deve ter pesquisado a respeito. Bom, assim espero. Resta saber se ele vai se dar ao trabalho de indicar essas referências que afirma existirem.

      Acho que ele exagerou na “preocupação”, apesar disso.

  10. Pondé deixa muito claro nos seus Textos que está pouco se lixando para os espancadores e “puritanos (as)” de plantão e claro o fascismo do politicamente correto aqui não tem vez.

  11. Qual não foi minha surpresa ao abrir a Folha de São Paulo neste domingo, dia 16/06/2013 e me deparar com a coluna da ombudsman comentando sobre a gafe do Pondé em sua última e polêmica coluna. Vou reproduzir aqui o texto integral, para que ninguém tenha mais dúvidas a respeito da “feminista fantasma” citada pelo colunista.

    RAMIREZ, A FEMINISTA

    Na coluna “Bonecas de quatro”, publicada na segunda-feira passada, Luiz Felipe Pondé fez um ataque duro às feministas que tentam “demonizar uma das posições mais preferidas pelas meninas saudáveis: transar de quatro”. Essas militantes orientariam também a “jamais engolir sêmen, que é excremento como xixi e cocô”.

    Leitores alertaram para o fato de que Pondé dialogava com uma personagem inventada na web. A antropóloga Helena Ramirez, líder feminista brasileira, que teria dado essas declarações, não existe.

    O COLUNISTA ADMITE QUE SE BASEOU EM UM LINK ENVIADO POR UM LEITOR. “No entanto, a crítica que fiz está sustentada em outros dados, independentes da FALSA ENTREVISTA”, afirma. Então, tá.

    Bem, agora só falta ele indicar de onde ele tirou os “outros dados” para sustentar sua crítica.

    • Por que a surpresa? O jornal precisa mostrar que não é reacionário e que admite diversidade de opiniões dentro de seu quadro de colaboradores. Faz parte da estratégia para manter a “boa imagem” do veículo, sua “idoneidade”.

      Já era de se esperar.

  12. Pathfinder,

    Pelo tom de sua resposta parece que você está tomando as dores do Pondé ao acusar a Folha de apontar o erro dele apenas para ficar “bem na foto”. Então você acha que a ombudsman apenas fingiu idoneidade, mas não houve nenhuma inidoneidade por parte do Pondé ao citar uma fonte falsa em seu texto? É isso mesmo que eu entendi?

    • Não, vc entendeu errado. Não tomei as dores do Pondé, nem achei que o ombudsman fingiu nada. Acredito que ele realmente discorde do Pondé.

      Ironizei a postura do jornal, apenas isso. Acho que eles sabem muito bem como gerenciar as diferenças de opinião, interna e pública. Nesse sentido, não há absolutamente nenhuma surpresa em aparecer críticas ao Pondé dentro do próprio jornal para o qual ele escreve.

      Se tivesse tomado as dores dele — o que não é necessário, pois ele pode e sabe se defender sozinho –, não haveria nenhum problema também. Mas não foi o caso aqui. Ou eu sou obrigado a criticá-lo só porque você ou outras pessoas o fizeram? Acho que não, certo?

      Não me referia à idoneidade do ombudsman ou do Pondé, mas ao jornal como empresa veiculadora de notícias. As aspas no “idoneidade” indicam, obviamente, que eu não acredito em uma postura apartidária ou neutra do jornal. A empresa tem sua própria “agenda”, assim como qualquer outro veículo de notícias.

      Neutralidade absoluta em termos de notícia, no Brasil, simplesmente não existe. Na verdade, nem aqui nem em lugar algum do mundo.

  13. Sensacional, parabéns!

Comentários encerrados.

 
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