Análise sobre a renúncia do Papa Bento XVI (12.02.2013)


Joseph Ratzinger é um dos maiores teólogos vivos do cristianismo. Como papa Bento 16, fracassou.

Conservador, um tanto liberal no começo de sua carreira, Bento 16 iniciou seu papado com um projeto, já em curso quando era a eminência parda intelectual de João Paulo 2º, de pôr “medida” na herança do Concílio Vaticano 2º, verdadeira “revolução liberal” na Igreja Católica. Já nos anos 80 atacava a teologia da libertação latino-americana por considerá-la certa quanto ao carisma profético bíblico de procurar justiça no mundo, mas errada quanto a assumir o marxismo como ferramenta de realização desta justiça.

Bento 16 foi um duro crítico da ideia de que a igreja deva aceitar soluções modernas para problemas modernos. Nesse sentido, apesar de ter resistido bravamente, com a idade e a fraqueza que esta implica, acabou por ser um papa acuado pelas demandas modernas feitas à igreja e por uma incapacidade de pôr em marcha sua “infantaria”, que nunca aceitou plenamente seu perfil de intelectual alemão eurocêntrico.

Sua ideia de igreja é a de um pequeno grupo coeso de crentes, fiéis ao magistério da igreja (conjunto de normas para condução moral da vida), distante das “modas moderninhas”.

Quais seriam algumas dessas demandas modernas? Diálogo simétrico com outros credos (multiculturalismo), casamento gay, divórcio, sacerdócio das mulheres, fim do celibato, uso de contraceptivos, aborto, punição pública de padres pedófilos (a igreja deveria passar esses padres para a Justiça comum), aceitação de avanços da medicina pré-natal como identificação de fetos sem cérebro e consequente aborto, alinhamento político do clero com causas sociais e políticas do terceiro mundo –enfim, desafios típicos do contemporâneo.

Bento 16 esbarrou com o fato de que a maior parte dos católicos militantes hoje é de países pobres (afora o caso dos EUA, o cristianismo é uma religião de país pobre).

Os fiéis, portanto, estão mais próximos de um discurso contaminado pelas teorias políticas de esquerda, que fala de justiça social como um direito “divino” e aproxima Jesus de Che Guevara, do que da complicada discussão acerca dos excessos do iluminismo racionalista ou da crítica bíblica que tende a humanizar Cristo excessivamente em detrimento de sua divindade.

Seu próprio clero (sua “infantaria”) ajudou no fracasso de seu papado, resistindo sistematicamente à “romanização da igreja”, o que em jargão técnico significa centralização das decisões relativas ao cotidiano da instituição na lenta burocracia do Vaticano, com sua típica alienação europeia, distante do “caos” do mundo real do Terceiro Mundo. O Vaticano é muito europeu, inclusive em sua decadência como referência para o mundo no século 21.

Mas há dimensões que transcendem as dificuldades específicas de seu projeto conservador e tocam dificuldades da Igreja Católica contemporânea como um todo. A igreja hoje tem um sério problema de formação de quadros. Antes era “um bom negócio” entrar para a igreja; hoje, quem o faz, salvo casos de grande vocação mística e espiritual ou de revolta contra as ditas “injustiças sociais”, é muitas vezes gente sem muita opção de vida. Quando não, tal como é visto por parte da população secular, gente com desvios sexuais graves.

Os cursos de formação do clero, quando não totalmente contaminados pelos próprios teóricos que João Paulo 2º chamava em sua encíclica “Fides et Ratio” (“Fé e Razão”) de “pensadores da suspeita” contra a fé e a razão (Marx, Nietzsche, Freud, Foucault), são fracos, com professores mal formados e conteúdos vazios. Claro que existem exceções, que, como sempre, em sendo exceções, confirmam a regra.

Enfim, o papado de Bento 16 fracassou, em grande parte, em razão do fogo amigo: sua própria infantaria.

A Igreja Católica agoniza diante de um mundo que cada vez é mais opaco para quem pensa, como ela, que a vida seja algo mais do que conforto, prazer e liberdade pra transar com quem quisermos e quando quisermos.


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP – 12.02.2012)


** ESTE ARTIGO É PROPRIEDADE INTELECTUAL DO AUTOR E DO JORNAL QUE O PUBLICA **

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~ por Pathfinder em 12/02/2013.

26 Respostas to “Análise sobre a renúncia do Papa Bento XVI (12.02.2013)”

  1. Prezado Sr., não sei quem lhe pediu sua opinião sobre a Igreja, mas levando em conta que ela nada significa será mais “um jornal de hoje que embrulhara’ o peixe de amanhã”. Desconheço sua formação acadêmica, espero que no mínimo tenha alguma formação teológica para entrar nesse campo especifico. Ou que pelo menos tenha algum vinculo muito grande com a Igreja para decretar sentenças contra ela como aqui o fez. A instituição que vc julga agonizando está mais viva do que nunca! Na última JMJ reuniu 2,5 milhões de jovens em Madrid! O papa ” que fracassou” reúne a cada semana nas catequeses no Vaticano milhares de pessoas de todas as partes do mundo ansiosas por ouvir uma das mentes brilhantes do nosso tempo, e sobretudo para estar em união com ele no seu incansável amor pela Igreja. Quando você diz que a Igreja esteja perdendo fiéis, talvez seja melhor corrigir, dizendo que ela esteja perdendo infiéis pois, graças a Deus, tantos que nunca foram católicos de verdade se posicionam de forma honesta, fazendo com que a instituição perca em número e ganhe em qualidade! Sugiro que melhor conheça a instituição e o Papa de quem pretende falar, pois Bento XVI e o seu pontificado, na visão de especialistas do assunto, e não de curiosos sensacionalistas, ainda é um dos mais brilhantes papas que a Igreja teve!

    • Sr. Pedro,

      Uma amiga muito próxima acabou de me passar as palavras do Pondé em esclarecimento ao que ele quis dizer com “fracasso”. Foi exatamente isso que entendi ontem, quando li o texto.

      Talvez as palavras dele sirvam para esclarecer a sua interpretação, que acredito estar equivocada, sobre as intenções do Pondé. Era de política interna que ele estava falando, não de fé ou de religiosidade. Não era aos fiéis que se referia, mas ao clero como um todo. Ao menos essa foi a minha interpretação das palavras abaixo.

      “[…] Quanto ao fracasso, referi-me ao fato que, por exemplo, ele não conseguiu elevar o nivel do debate dentro da igreja, não conseguiu vencer o clero [que estava] contra ele. Afora isso, acabaou isolado para além do debate de ideias… intrigas palacianas…” (Luiz Felipe Pondé)

      • O tal fracasso vem da crescente onda de escândalos e problemas com a imagem da Igreja Católica. Enquanto a “moral e bons costumes” eram pregados veementemente pelo Papa e seus pastores, as ovelhas assistiam à TV e pasmas, tomavam conhecimento de criminosos sendo protegidos, escândalos administrativos e financeiros maquiados e outras atrocidades.
        Um dos principais problemas da sociedade, de acordo com Bento XVI era o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, que de acordo com o mesmo “ameaça a família”. Me pergunto: deixar um criminoso (pedófilo, no caso) em liberdade e mudá-lo de local de trabalho (para que possa atacar outras vítimas) não pode ser considerada ameaça?
        Esse é somente um dos muitos exemplos que podem ser dados.

  2. Admito que gosto de muitas cronicas escritas pelo POnde,a que acabo de lerr mostra um filosofo tropical escrevendo sobre eurocentrismo, e decandencia européia para valorizar ou promover a ascendencia do IBGE. O Ponde diz que o catolicismo é a religião dos paises pobres, tambem concordo, a America Latina é terceiro mundo, a Africa e tambem grande parte da Asia pertence ao terceiro mundo. Com o avanço feroz do pentecostalismo na America Latina, o islamismo na Africa e na Asia, o catolicismo em especial na AL virá a ser a religião da elite existente nestes países.
    Para quem é total leigo no assunto o texto pode cair bem, há verdades inegaveis como a pedofilia que a Igreja não fez o que deveria ter feito ou seja: entregar os criminosos a justiça, é uma verdade, assim como tambem é verdade que não somente os que nao tinham outra opção seguiam o clero, certamente muitos filhos de lares pobres foram incentivados a fugir da pobreza encontrando asilo nos seminarios, por outro lado sabemos que no passado os nobres “doavam” um ou dois filhos para a Igreja de Roma, nem sempre foram os pobres ou os desviados mentais, os perversos homosexuais predadores a escolher os seminarios catolicos. Não podemos negar que os predadores sexuais na sua maioria dentro da Igreja Católica são padres homosexuais que encontravam o habitat perfeito nos orfanatos e colegios. Obviamente que tambem meninas foram molestadas, há muitos casos, a maioria dos horrendos casos foi entre meninos.
    Nem sempre a filosofia de coqueiro agrada.
    Prefiro o texto abaixo que foi escrito com outros olhos e menos coqueirosofia.

    http://expresso.sapo.pt/o-papa-verdadeiro-nao-o-do-preconceito=f786619

    • É deploravel o nivel intelectual de quem fez os comentarios acima.Seria de se esperar que como inimigo da Igreja essa “ameba” pudesse tecer comentarios um pouco mais articulados até mesmo para angariar simpatizantes para sua causa. A Igreja teve tem e sempre terá em sua fileiras uma legião enorme de pobres sem duvidas, assim como grandes pensadores desde o seu nascimento e isso a história tem bem documentada nos escritos de Thomaz de Aquino e milhares de outros grandes seguidores de Cristo e de sua Igreja,.Durante mais de 2 mil anos a Igreja SEMPRE enfrentou inimigos, algumas vezes sem expressão alguma, de intelectualidade abaixo do aceitavel como no caso em questão. Esse pobre coitado provavelmente um fracassado , não sabe o que diz.”Enquanto a carava segue, os cães ladram”

  3. Gostei demais do último parágrafo. Mundo opaco… é isso mesmo.

  4. Alemão é brilhante como teólogo, mas é maior ainda como Papa.

    Analise da analise de
    LUIZ FELIPE PONDÉ COLUNISTA DA FOLHA por Erick William.

    Joseph Ratzinger é um dos maiores teólogos vivos do cristianismo. Como papa Bento foi maior ainda.
    Fracasso refere-se ao estado ou condição de não atingir um objetivo desejado ou pretendido. Pode ser visto como o oposto de sucesso. Não parece o caso, posto que, o Papa passou bem por tribulações que são peculiares ao trono de Pedro com seu báculo empunhado e apascentou suas ovelhas, conduziu seu rebanho em meio às intempéries e se retira quando as crises já foram superadas e não em meio a problemas insolúveis.
    Essas demandas “modernas” que o Pondé se refere, nem são tão modernas assim, são na verdade sazonais, e não estão entre as normas tangíveis pelo Papa seja ele quem for, são dogmas de fé que a igreja de Cristo, guardará até o fim dos tempos.
    O que não de deve confundir é dogma de fé aos quais mesmo que a “intelectualidade secular”, e se diz secular é porque não dura mais que isso, com pensamentos que são tangíveis tanto o é que o papa inovou corajosamente ao entregar a barca de Pedro a quem tenha em si todos os requisitos plenos para conduzi-la, mostrando a humildade própria do Cristo em reconhecer suas limitações humanas.
    Eis ai algumas gritas tradicionais que parece só mais do mesmo.
    Diálogo simétrico com outros credos (multiculturalismo), a igreja não encara outros credos como cultura, a inovação do judaísmo foi servir ao Deus único e seguida pela igreja Católica com Deus uno e trino, a igreja busca convívio e entendimento pacifico, não mais que isso.
    Casamento gay é outra coisa intocável para todos os cristãos leia-se todos mesmo incluindo protestantes, inclusive um ponto comum é este, a mesma interpretação da palavra no sentido da não aceitação deste modelo de casamento.
    Divórcio nem este Papa nem outro trará inovação, lembremo-nos de que ele é guardião da palavra e não escritor não mudará o que esta lá consignada.
    Sacerdócio das mulheres, por óbvio que é uma observação de não Cristãos, por que é claro que como imitadores de Cristo ele escolheu doze homens o que faz finita a discussão, qualquer Papa não vai colocar mulheres onde o próprio Cristo escolheu apenas homens, isso não seria inovação seria incoerência.
    Fim do celibato, que tanto se especulam não deveria ser assunto de tanta relevância até por que é um assunto de administração interna, com fundamento bíblico, que concerne somente clero ou quem se incomoda tanto se não houvesse o celibato seria sacerdote?
    Uso de contraceptivos está sofrendo mudanças de entendimentos dentro da igreja, mas ocupando o tempo necessário para discussões filosóficas e teologias para adequações.
    Punição pública de padres pedófilos (a igreja deveria passar esses padres para a Justiça comum) segundo ponderou Pondé.
    A igreja possui seu próprio código de Direito, porém o que ele não parece ter conhecimento é que o Brasil é laico sendo assim o Estado não precisa aguardar que a igreja entregue ninguém ao menos aqui no Brasil.
    Se houver indícios de crime, autoria e materialidade já devem ser desencadeadas a respectiva investigação e a ação penal correspondente, independente da anuência prévia da Igreja.
    Aceitação de avanços da medicina pré-natal como identificação de fetos sem cérebro e consequente aborto. A igreja sempre vai defender qualquer que seja o tipo de vida mesmo que intrauterina. Até o próprio Estado Brasileiro o faz, quando no seu Código Civil prevê a proteção ao nascituro, respaldado nos valores da sociedade e a igreja o faz baseado nos valores de Cristo portando imutável.
    Alinhamento político do clero com causas sociais e políticas do terceiro mundo. Essa é uma cobrança descabida e contraditória. Afinal a igreja deve ou não se envolver em questões estatais?
    Ela própria é ciente de sua missão eminentemente religiosa evangelizadora com fundamentos Cristãos e não de esquerda nem tampouco de direita.
    Quanto a causas sociais ela sempre cumpre sua missão usando seu Carisma da caridade.
    A afirmação de que a Igreja Católica agoniza diante de um mundo que cada vez é mais opaco para quem pensa, como ela, que a vida seja algo mais do que conforto, prazer e liberdade pra transar com quem quisermos e quando quisermos.
    Parece que as afirmações são somente a grita inconformada de quem quer desvirtuar o básico da instituição, por não se adequar aos seus padrões.
    Querer demonstrar que seu líder Fracassou por manter uma receita teológica de sucesso MILENAR, e que possui a adesão de Bilhões de seres humanos, e caminhou na Vanguarda em sua renuncia seria politicamente correto ou incorreto?

    Erick William ewbrasil@hotmail.com

  5. Ridiculo, as palavras deste senhor, a exemplo de noticiarios de que a FÉ CATÓLICA ESTA ABALADA, minha fé não esta no PAPA, e sim em DEUS, JESUS CRISTO.
    Quanto ao senhor, Luiz Felipe Pondé, ja pensou em largar a “teta” e buscar emprego em algum local publico???? Ou quem paga seu salário é alguma dessas igrejas neo pentecostais????????? NÃO, É A PUC, PARA MUITOS QUE NÃO SABEM PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA.

    DEMANDAS MODERNAS NA IGREJA, QUANDO NEM A PARTE CIVIL TEM DECISÕES CONCRETAS E ACERTADAS?
    Ora senhor, Luis Felipe Pondé, procure viver a fé em algo maior, do que seu salário, e ai sim entenderá o que é o CRISTIANISMO e o CATOLICISMO.

  6. Obrigado “querido” professor, por mostrar que o senhor compreende muito pouco sobre a verdadeira fé da Igreja, que está no mundo, mas não é dele. Se o senhor está acostumado com religiões que se adaptam as realidade se relativizando, eu te apresento a Igreja Católica que preserva tudo aquilo que foi ensinado por Cristo, que se atualiza e evolui, mas não perde de vista nunca seu objetivo: levar Cristo ao mundo e não colocar o mundo em Cristo.

    • Isso que vc disse é o que o Pondé já cansou de falar sobre a Igreja Católica, meu caro, em sala de aula, em artigos de jornal, em livro. Parece que vc não leu o texto direito ou nem se deu ao trabalho de passar do primeiro parágrafo. Leu o título, não gostou ou se ofendeu, e não leu o resto.

      Dê uma olhada em outros artigos em que o Pondé fala do Papa (antes mesmo de se tornar colunista desse jornal) e da Igreja Católica, e verá como está tremendamente equivocado. Neste blog vc encontrará todos esses textos. Você pode não concordar com a ideia do “fracasso” do Papa em relação às políticas internas da Igreja (que ele conhece bem, diga-se de passagem), mas está tremendamente errado se pensa que ele discorda de você quanto à questão da “preservação”, da “tradição” cristã, etc.

      Atenciosamente,

      Eduardo

  7. Sugiro que os “invocados” de plantão — que leem tudo com as emoções e os “pré-conceitos”, ao invés de usar a razão e o distanciamento — leiam este artigo em espanhol, que saiu no EL PAIS, falando em mais detalhes do que seria esse “fracasso” do Papa.

    http://internacional.elpais.com/internacional/2013/02/11/actualidad/1360588257_314838.html

    • Quer dizer que já não bastava testilar seu veneno por aqui tinha que exporta-lo???? Como você é maú Pondé, mas também esperar o que de quem trabalha na PUC?????

      • Seria bom aprender a escrever, meu caro, antes de criticar qualquer pessoa, não? O verbo correto é DESTILAR (veneno, bebida, qualquer coisa) e não TESTILAR, que não existe no dicionário.

        Não sei se você percebeu, mas este blog é composto de textos do PONDÉ, certo? Então ele não está destilando veneno aqui, nem em lugar nenhum. Ele escreve para a Folha e, se emitiu sua opinião lá, foi a pedido do jornal. Portanto, deixe esse seu comentário por lá, que faz mais sentido, mas aproveite e CORRIJA o verbo para não fazer feio na página do jornal.

  8. pondé faz um trabalho extraordinário,além de ser muito honesto ao dar sua opinião sobre determinados asuntos,achei a materia muito boa,visto que ele está totalmente correto ao dizer que “a igreja deveria passar esses padres para a Justiça comum”,não aprovo os ensinamentos da igreja cátolica,que sempre fez tudo de mais perverso desde o começo,mas tabém não crritico as pessoas de acreditarem em tais coisas…o escritor está se referindo a igreja católica como um todo,ele está somente reforçando os fatos reais,mas como sempre o católicismo consegue alienar a mente de pessoas “Inocentes”,então espero que as pessoas não deixem esses homens dominarem suas mentes com falsas doutrinas.

  9. Meu Deus! Como esse pessoal é afetado. Não entenderam uma vírgula do que o Pondé, filósofo agnóstico, que nutre um profundo respeito pela Igreja de Roma, escreveu. Bizarro.

    • EXATAMENTE, Vitor! Obrigado por escrever isso.

      Abraço, Juliana

  10. Sua atitude de não publicar a minha tréplica mostra bem o que você é.
    Sua atítude é corajosa,grandiosa,exemplar,destemida e magnânima.Parabéns,agora, vá se olhar no espelho e veja se isso se coaduna com você ou seria justamente o contrario.

    • Sr. Jorge.

      Mantemos uma política neste blog de apenas aprovar comentários que se mantenham no nível do debate sem apelar para xingamentos pessoais. Não aprovamos antes seu comentário porque não entramos no blog. No entanto, avisamos que vamos apagar porque ele não se enquadra em nossa política. O senhor está apenas usando o espaço para desabafar suas frustrações em cima de outras pessoas que não concordam com sua opinião. Pode muito bem retrucar o comentário que não aprova sem precisar xingar o comentador. Se assim o faz, está apenas confirmando em si aquilo que critica no outro. Ou seja, quem está “relinxando”, ou seja lá que termo usou naquele comentário infeliz é o senhor.

      Só o estamos avisando porque apagamos seu comentário para que saiba do que se trata. Se quiser reformulá-lo sem a apelação dos xingamentos, fique à vontade. Aprovaremos sem problemas. Mas se partir para a mesma atitude mediocre, não vamos aprovar, não importa o quanto o senhor fique enviando reclamações e destratos.

      Aliás, a pessoa a quem o senhor se referia não tem autorização para aprovar nada neste blog, logo não se dirija a ele com suas reclamações mas aos membros que cuidam do blog.

      Atenciosamente,

      Equipe Pathfinder

  11. Fui chamado de analfabeto, pois o dito cujo disse que não sei escrever ,e isso está registrado no blog, respondi na mesma moeda, afinal quem escolheu o tom do debate foi essa pessoa que NÃO tem autorização para aprovar nada neste blog, como vocês disseram. Infelizmente quem me chamou de analfabeto pode não ter lido minha resposta. Mas a ofensa a minha pessoa está publicada no blog. Dois pesos duas medidas, assim agem os admiradores de pondé.

    • Sim, ele pode ter dito que vc não sabe escrever, mas não usou a palavra “analfabeto”. Ele NÃO chamou vc de analfabeto, se pensar bem, nem mesmo implicitamente. Uma pessoa não saber soletrar direito não significa analfabetismo. Essa é a sua interpretação. Ele foi irônico, isso sim, mas SEM XINGAR.

      Da mesma forma, você poderia ter respondido que ele nem sequer cogitou que a palavra escrita errado em seu post era apenas fruto de um erro de digitação e que ele, por exemplo, não parou sequer para pensar nisso antes de criticá-lo. Você poderia ter respondido à altura SEM xingá-lo, Jorge. Essa é a diferença que parece que vc ainda não entendeu.

      Escreva novamente uma resposta para o Renato, SEM usar de nomes depreciativos ou xingamentos, aponte para um excesso no comentário dele ou algo parecido, e nós aprovamos, pode ter certeza. E releia o comentário dele que, apesar de ter te ofendido bastante, ao que parece, não utiliza diretamente adjetivos (como “analfabeto”) ou xingamentos (como “quadrúpede”) para se dirigir a você. Ele usa de ironia basicamente. Use de ironia com ele também, MAS sem xingar. Simples assim.

  12. Pondé, como sempre, da uma opinião menos progressista e, logicamente, mais realista que o restante da imprensa golpista de esquerda, o sbt que o diga, de tão óbvio o artigo não irei tecer comentários. Creio que quem levou o artigo como um ataque ao catolicismo perdeu seu tempo.

    • Muito bem dito. Concordamos com você. Completa perda de tempo. E problemas de interpretação de texto também.

  13. Pothfinder: Primeiramente fico agradeçido pela sua “generosa” oportunidade de responder ao dito cujo, mas agradeço a sua gentileza e declino dela , afinal eu já deu minha resposta e se você decide publica-la ou não é um direito seu.
    Em segundo lugar ,para mim ,ser ironico ou ser sarcástico é pior que ir diretamente ao ponto ,como eu fiz.Sem meias palavras mas dizendo o SIM , SIM ou o NÃO , NÂO. Não era preciso me chamar de analfabeto para entender onde ele queria chegar, definiu para mim o verbo DESTILAR minuciosamente e completou afirmando que TESTILAR não existe no dicionario, portanto consultou o “pai dos burros” antes de me responder, sendo assim é preciso compreender que a primeira coisa que alguem , como ele, faz em uma polemica é tentar desmoralizar e humilhar seu oponente, ele tentou isso , leia você atentamente o que ele escreveu e comprovará isso.
    Para finalizar, gostaria de parabeniza-lo por sua a dedica defesa intransigente, firme e enérgica mas equivocada daquele a quem vocês se referem como “NÃO OUTORIZADO” para aprovar nada nesse blog.Vocês afirmam que usei nomes depreciativos e xingamentos e acreditam que esses termos JAMAIS deveriam ser usados, mesmo com quem quer te desmoralizar ou humilhar.Acham vocês que por caridade e por educação não devemos usar tais termos, mas esquecem que Cristo Nosso Senhor se dirigiu aos Fariseus lançando farpas como:”hipócritas”, “serpentes”,”túmulos caiados”, “raça viboras”, além de espulsar os vendilhões do templo a chicotadas.
    E o que diriam quando ele lançou as farpas:”Vós sois filhos do DEMONIO e quereis fazer a vontade do vosso pai(Jo VII,44).
    A caridade não exclui palavras duras , nem mesmo o uso da força(chicote).Nem sempre isso é preciso, mas quando necessário não devemos evitar, lógico que não estou me referindo ao chicote.O Renato pensaria um pouco mais antes de tentar humilhar e desmoralizar alguem.Pena que quem defende o Renato o poupam da lição.

  14. Pondé,está apenas dando sua opinião com base no que a igreja ensina,eu particularmente não vi o escritor atanco o catolicismo,ele se expressou de uma maneira muito franca e honesta.

  15. A verdade é filha do tempo, já dizia Sto. Tomás de Aquino. Pondé escreveu seu exercício de livre pensamento utilizando sua racionalidade e os dados que dispunha naquele momento. Com certeza, há de haver muitos mais caroços nesse angú do que pode avaliar o prezado Luis Felipe até então.
    A isso tem.

  16. Concordo em gênero, número e grau com o Pondé.
    Sem mais…

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