Pondé e o estudo da religião (20/02/2012)


O melhor seria um ateu estudar Deus ou um cristão estudar budismo, porque assim não “lucrariam” com seus objetos de estudo.




[…] Estudar religião cientificamente seria estudá-la sem fins religiosos, ou seja, “de modo objetivo”: via neurologia, sociologia, antropologia, psicologia, história, filosofia.

Trocando em miúdos, estudar religião cientificamente é estudá-la sem fins “lucrativos” para a própria fé do estudioso. Neste sentido, o melhor seria um ateu estudar Deus ou um cristão estudar budismo, porque assim não “lucrariam” com seus objetos de estudo.

Duvido profundamente deste pressuposto. Não porque seja impossível em si nem porque neutralidade em ciência seja algo absurdo. Trabalhar com ciência não é fruto de amor ao conhecimento, mas sim um modo de ganhar a vida muitas vezes menos competitivo do que o mercado de profissionais autônomos ou das grandes corporações.

[…] Acho que a chamada “neutralidade” em estudos da religião não passa de um preconceito contra a fé religiosa, porque em ciências humanas a neutralidade não é um pressuposto universalmente cobrado em todos os campos de pesquisa.

[…] Por isso acho mais interessante ir logo a questões mais pragmáticas e perguntar: “Por que as pessoas querem estudar religião em vez de simplesmente viver suas religiões em seus templos e fé cotidiana?”

[…] Resumo da ópera: dinheiro, status, angústia existencial, fé, política, opção profissional à mão ou simplesmente falta de opção.


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP -20.02.2012) 

Para ler o ARTIGO COMPLETO: AQUI


** ESTE ARTIGO É PROPRIEDADE INTELECTUAL DO AUTOR E DO JORNAL QUE O PUBLICA **

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~ por Pathfinder em 05/03/2012.

 
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