Pondé e a “marca da mediocridade” (17/10/2011)


“No need to be ugly to save the Planet” (BIOCORNER Bio Comestique – Bélgica, 2009)


Semana passada eu falava da “ética da beleza”. Tema difícil. Defendi que mulheres bonitas devem usar, com moderação, a beleza como ferramenta na vida. E dizia que quem não usa é porque normalmente não tem. E que calcinhas fazem bem a vida cotidiana. Falava também que a beleza é um fator contingente (fruto da sorte). Muita gente se pergunta se a beleza não é cada vez mais fruto da grana. A sabedoria popular tem mesmo um ditado pra isso: “Não existe mulher feia, existe mulher pobre“.

Isso é apenas mais ou menos verdade. Tem rica por aí que assustaria qualquer um a noite e pobre que encanta, mesmo que apenas na juventude. A relação entre grana e beleza se estreita à medida que os anos passam. Assim como a relação entre saúde e grana. 

[…]  Mas ser “corretinho” é marca de mediocridade, e infelizmente a mediocridade é enturmada e anda em bando, por isso ela é um risco contínuo para almas menos covardes (e por isso mesmo mais solitárias), desde a caverna. Fossemos depender deles (os medíocres), não teríamos sobrevivido ao escândalo da seleção natural. A diferença é que hoje eles alçaram ao poder porque descobriram que são a maioria.

[…]  O que me espanta é como tanta gente (os “corretinhos”) se irrita quando digo a mais banal verdade (o mundo prefere as bonitas) ao mesmo tempo em que vivemos numa cultura obcecada pela beleza de forma descarada (com as palmas silenciosas dos mesmos irritadinhos). Imagino muitos deles em frente ao espelho, às escondidas, se perguntando “espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito do que eu?”, ao mesmo tempo em que a insegurança os faz odiar a beleza dos outros. 

Se você chamar a obsessão pela beleza de “direito a autoestima” os “corretinhos” não vão reclamar.

Mas a questão é que escondemos essa obsessão, achando que ela é apenas um pecado da publicidade.

[…]

Luiz Felipe Pondé (jornal FSP – 17.10.2011)

Para ler o ARTIGO COMPLETO: AQUI


** ESTE ARTIGO É PROPRIEDADE INTELECTUAL DO AUTOR E DO JORNAL QUE O PUBLICA **


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~ por Pathfinder em 04/11/2011.

 
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