Pondé e a falta do “lobo mau” (03/10/2011)



Outro dia duas amigas, mulheres bonitas e jovens, emancipadas, se lamentavam porque os homens de hoje não abrem portas, não deixam as mulheres se sentarem, não pagam a conta, enfim, não são cavalheiros. Claro, nem elas, nem eu assumimos que isso seja uma queixa nova na velha lista de queixas devido à emancipação feminina. Mas nem tudo são perdas na emancipação feminina, só um ignorante ou um mau-caráter diria uma coisa dessas. 

[…]  Quando os homens não podem pensar nas mulheres como objetos sexuais no seu dia a dia (o que não implica ser mal-educado, aliás, falta de educação aqui é antes de tudo falta de conhecimento do “objeto em questão”, objeto este que demanda cuidados na “manipulação” porque é inclusive “explosivo”) sem que alguma chata fale palavras como “machismo”, “patriarcalismo”, “blá-blá-blá”, acaba-se perdendo a vontade de “mandar na Chapeuzinho Vermelho”. O lobo mau desiste de ser mau.

[…]  Não há nada no mundo que me dê mais sono do que uma feminista. Principalmente quando o assunto é a tal crítica do patriarcalismo (o “poder masculino”).

[…]  Se as mulheres se sentem sozinhas, isso é uma questão política. Se alguém vomitar de medo, isso é uma questão política. Se as mulheres têm pressão arterial mais baixa do que os homens, isso é culpa do patriarcalismo (logo, é política), porque foram os homens que escreveram os tratados de fisiologia, logo…

[…]  Será que, se criticarmos bem o patriarcalismo, os homens ficarão grávidos e não mais as mulheres?


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP – 03.10.2011) 

Fonte original (artigo completo): AQUI


** ESTE ARTIGO É PROPRIEDADE INTELECTUAL DO AUTOR E DO JORNAL QUE O PUBLICA **


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~ por Pathfinder em 04/10/2011.

 
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