Ciência e religião na mira de Luiz Felipe Pondé

Filósofo faz hoje terceira conferência do Fronteiras do Pensamento 2011, em Porto Alegre.

Diário Catarinense (11.07.2011)  &  Site oficial do Fronteiras do Pensamento





Um autor para poucos. Assim se autodefine o filósofo e psicanalista Luiz Felipe Pondé, que faz conferência hoje no ciclo de estudos Fronteiras do Pensamento 2011.

Empenhado em mover a filosofia do ambiente fechado das salas de aula para o debate público, Pondé aborda temas que vão do estatuto do conhecimento científico ao lugar do indivíduo na sociedade contemporânea. A conferência de hoje será realizada às 19h30min no Salão de Atos da UFRGS (Avenida Paulo Gama, 110). Os passaportes para ingresso no local estão esgotados.

A delicadeza, a sofisticação da alma, o amor ao detalhe e a vontade de entender não são atributos das multidões, e aqui reside grande parte de toda a miséria moderna: ser um mundo de grandes números, dedicado a muitos idiotas.” — afirma Pondé.

Polêmico, pessimista ou realista? Existe otimismo ou é mera hipocrisia? Numa sociedade emque progresso é medido pelo número de sucessos de seus indivíduos, o filósofo ousa afirmar:

Não acredito e não faço filosofia para melhorar o mundo. O que nos humaniza é o fracasso.” 

Luiz Felipe Pondé é Doutor em Filosofia pela USP/Universidade de Paris e Ph.D em Epistemologia pela Universidade de Tel Aviv. Colunista semanal do jornal FSP, é professor de pós-graduação PUC-SP e da graduação em Comunicação da FAAP (SP). Também é autor de diversas obras como O homem insuficienteCrítica e profeciaConhecimento na Desgraça e Do Pensamento no DesertoContra um Mundo Melhor e o recém lançado na FLIP, Para Entender o Catolicismo Hoje.

Filho de médicos, Pondé cresceu em meio ao materialismo científico que o levou à faculdade de Medicina (Psiquiatria). Na faculdade de Filosofia, foi marcado pelo ceticismo e pela tragédia dos pensadores gregos: não se pode fugir daquilo que se é. Niilista assumido, Pondé se diz habitante de um mundo sem sentido que tenta harmonizar ser e meio com questionamentos profundos sobre as mais contraditórias verdades humanas e realidades cotidianas.

Os críticos do conferencista consideram muitas de suas visões e textos pessimistas, mas ele rebate:

Por que os clássicos são tão pessimistas? Seria o trágico uma moda? Três mil anos de moda? Improvável.” 

Mesmo na lista dos mais vendidos no Brasil, Luiz Felipe Pondé se classifica como um autor para poucos, pois aborda assuntos que multidões não comportam.

A delicadeza, a sofisticação da alma, o amor ao detalhe e a vontade de entender não são atributos das multidões, e aqui reside grande parte de toda a miséria moderna, ser um mundo de grandes números, dedicado a muitos idiotas.”


O Fronteiras do Pensamento é apresentado pela Braskem e tem o patrocínio de Unimed Porto Alegre, Natura, Gerdau e Grupo RBS. Parceria cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e prefeitura municipal de Porto Alegre, módulo educacional Refap e apoio Anhanguera Educacional.


Luiz Felipe Pondé no Fronteiras do Pensamento Porto Alegre 2011
Conferência:
 Seria o pessimismo mais inteligente?

Data: 11 de julho, segunda-feira, 19h30min
Local: Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre)

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Conheça mais sobre o conferencista:


[1] Vídeo Café Filosófico “Nossos medos e os fantasmas da perfeição”

[2] Vídeo Café Filosófico “A Clínica do Trágico”
[3] Vídeo Café Filosófico “Agenda para o medo”
[4] Entrevista “Um mundo melhor como?”


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~ por Pathfinder em 11/07/2011.

7 Respostas to “Ciência e religião na mira de Luiz Felipe Pondé”

  1. Caro Luiz Felipe Pondé.
    Estamos tentando contato com sigo, mas os e-mails voltam como endereço errado. Por favor, se for possível, forneça-nos seu e-mail atual correto. Um grande abraço, Maria José Giglio.

    • Cara Maria José,

      O prof. Pondé não gerencia este site, portanto não deve ler sua mensagem. Mas o email dele da Folha é ponde.folha@uol.com.br.

      Espero que resolva. Abraço,

  2. Luis Felipe, depois de seu texto “objetos” tenho pouco a lhe dizer: Essa mulher objeto que você descreve nada mais é do que o seu desejo recalcado por um falo.
    Para além das interpretações tão selvagens quanto seu texto ridículo, acrescento que dizer-se “um autor para poucos” aponta um homem em mania dentro de um transtorno bipolar. Que me perdoem os demais seres humanos que sofrem desse transtorno, mas, ou você é o próprio narciso que apaixonou-se pela auto-imagem refletida, ou você é um imbecil de primeira classe, com título de doutor.
    Para qualquer uma das opções, sugiro ser um pouco mais adequado quando você escreve para a grande massa. Tenha o mínimo de responsabilidade social, se é que você, com tanta sabedoria, compreende o que isso quer dizer.

    Só mais uma coisa: você não é um autor para poucos, você é um mísero autor como muitos, que se acham ímpares, mas, no final do dia sente o vazio tão grande porque, no fundo, só queria ser amado por sua mãe.. mas, como toda mulher é um objeto, objetos não amam, não é mesmo?

  3. Não penso que o Pondé seja um homossexual recalcado, como diz a comentarista Cláudia. O que eu vejo nele é um heterossexual extremamente arrivista, querendo posar de “macho alfa”, dizendo o que “todo mundo pensa mas não tem coragem de dizer”. Na verdade seu grande sonho é ser reconhecido como o Nelson Rodrigues contemporâneo, ou pelo menos que as gerações futuras “descubram” sua genialidade incompreendida e passem a cultuá-lo.
    Resumindo, ele não passa de um grande narcisista, que se acha a última coca-cola no deserto no panorama filosófico brasileiro atual. Estamos mal de filósofos, muito mal…

  4. Será que voces tem a entrevista do Pondé publicada pela revista Veja neste mes de julho/2011

    • Sim, temos. Ainda não houve tempo para publicá-la aqui. Em brevemos publicaremos. Acho que podemos colocar as imagens das páginas, no entanto.

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