Pondé e a “Consciência Social”



No volume “Não Tenho Culpa que a Vida Seja Como Ela É” (ed. Agir), Nelson Rodrigues conta como sofreu com sua coluna “A vida como ela é…” devido à tristeza de suas histórias. Muitos leitores cobravam dele uma “vida mais feliz”.” Mas como fazer da vida algo diferente do que ela é?”, pergunta a si mesmo. A verdade é que, às vezes, podemos. […]

“Consciência social” hoje é a essência do marketing social dos bancos. “Consciência social” logo será uma marca de calça jeans, não significa nada, ou está numa prateleira de supermercado ao lado da mostarda. […]

Outro dia, parei numa esquina de um bairro de classe média alta, por conta do farol vermelho. Crianças cercaram o carro, como sempre. Não sou do tipo que se deixa contaminar por qualquer tipo de “misericórdia de dois reais” — ainda que reconheça que, para alguém que nada tem, dois reais podem significar um pão com manteiga. […]

Não contei esses dois fatos para que o leitor pense que finalmente tenho coração. Conto para que eu mesmo acredite que tenho coração, porque o simples fato de ouvi-lo bater pode não significar nada além do que a respiração de uma pedra.

(Luiz Felipe Pondé, 18.04.2011 – FONTE DA CITAÇÃO [artigo completo]: AQUI)


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~ por Pathfinder em 18/04/2011.

 
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