“Senhorita Christina” (06/02/2012)

•07/02/2012 • 1 Comentário


Luiz Felipe Pondé (para o jornal FSP – 06.02.2012)  |  Fontes do ARTIGO COMPLETO: LINK A | LINK B


Há algumas semanas, eu escrevia sobre “exus” e sua “ciência das mulheres”. Muitos leitores estranharam a conversa entre o niilista e uma entidade sobrenatural. Lamento dizer que também já conversei com (supostos) “extraterrestres”. Sempre nutri um interesse específico por almas penadas. Não por acaso, tornei-me, entre outras coisas, um estudioso de religião.

Para alguém como eu, dado a uma sensibilidade monotonamente cética, espanta como há 300 mil anos (desde o Paleolítico), mais ou menos, a humanidade crê em e vive cercada de seres sobrenaturais atormentados que nos atormentam. As almas que padecem como se fossem vivas me encantam. Uma amiga minha costuma dizer que o mundo do além é pior do que este em que vivemos. Esta forma de crença em espíritos me apetece.

A forma segundo a qual, como apresenta o horroroso filme “Nosso Lar”, espíritos desfilam seus modelitos batas hippies à la Roma antiga e suspiram ares de amor por toda a humanidade me entendia profundamente.

Portanto foi a agonia do sobrenatural, o possível desespero sem fim da alma humana nas suas variadas formas, desde o pecado original judaico-cristão até o abismo sem fundo de espíritos condenados às paixões humanas mais baixas e eternas (enfim, o mal na sua forma encarnada) o que me levou ao estudo das religiões, e não qualquer forma de fé em divindades ou ódio ideológico (comum em especialistas em religiões) contra as religiões.

Sou imune à dependência ou necessidade psicológica que caracterizam a maioria dos crentes. Tampouco partilho da falsa virtude intelectual que alimenta o orgulho infantil de muitos ateus. Parece ter sido algo semelhante que levou o romeno Mircea Eliade (1907-1986) a se tornar um dos maiores historiadores da religião. Eliade começou sua carreira escrevendo, junto com seu doutorado, sobre mística hindu, ficções de terror, e o título desta coluna tem a ver com uma boa notícia para quem aprecia a obra desse grande intelectual romeno.

A editora Tordesilhas acaba de publicar entre nós, numa edição muito bem-acabada, o romance gótico “Senhorita Christina” (leia um trecho), de 1936, de Mircea Eliade (“Domnisoara Christina”, em romeno). A edição traz um excelente posfácio analítico assinado por Sorin Alexandrescu (especialista em literatura romena e sobrinho de Mircea Eliade). Para Alexandrescu, Eliade descreve um mundo entre a carne, a morte e o diabo. E seu romance nos leva para esse mundo.

Senhorita Christina, a personagem principal do romance que carrega seu nome, é uma “strigoi”. “Strigoi”, em romeno, significa um ser sobrenatural maldito, meio humano, meio monstro, um morto-vivo. O famoso vampiro é uma forma de “strigoi”. A cultura ancestral romena é saturada de narrativas de “strigoi”. O pessimismo na Romênia brota do solo dos Cárpatos e da Transilvânia. Vem junto com o leite materno. Basta lermos outros romenos ilustres da mesma geração de Eliade, como o filósofo Cioran e o dramaturgo Ionesco. “Strigoi” são sedentos de sangue humano, assim como da vida dos mortais, que são consumidos por esses infelizes atormentados para quem o fardo maior é saber que a morte pode não ser um descanso.

Christina, uma mulher linda, sensual e rica, morta aos 20 anos por um amante, depois de uma vida devassa, atormenta a propriedade onde vivia e que, agora (quase 30 anos após sua morte), é habitada por sua irmã e duas filhas.

Igor, um pintor famoso, apaixonado por uma das sobrinhas da vampira Christina, se hospedará na propriedade. A infeliz vampira se apaixonará por ele e tentará desesperadamente seduzi-lo.

A obra foi considerada por muitos um livro pornográfico, devido às cenas eróticas entre a morta Christina e o pintor Igor.

Ao contrário do que se espera, Christina sofrerá como qualquer mulher apaixonada devorada pelo desejo erótico negado. Suas habilidades monstruosas emudecem diante do amor impossível pelo mortal Igor.

O livro é uma história de amor e desejo como maldição eterna, por isso é uma obra romântica que fala da alma sempre presa entre o corpo e o mal. Sem a esperança da morte, Christina sofrerá.


** ESTE ARTIGO É PROPRIEDADE INTELECTUAL DO AUTOR E DO JORNAL QUE O PUBLICA **

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ATENÇÃO

Apesar dos problemas que tivemos no passado com a publicação dos artigos de Pondé para o jornal FSP, decidimos disponibilizar APENAS o primeiro artigo de cada mês NA ÍNTEGRA (e não mudaremos esta regra), já que uma dezena ou mais de outros blogs também o fazem (e nunca deixaram de fazer). Esperamos não ter aborrecimentos, já que nossas fontes são justamente esses blogs que parecem nunca ter tido qualquer problema com o jornal em questão. De qualquer forma, os demais artigos do mês continuarão aparecendo incompletos, com link para os blogs que os publicam na íntegra e para a página do jornal (disponível apenas para assinantes).

Qualquer recomendação ou reclamação, POR FAVOR, entrem em contato conosco por email ou enviando um comentário para este post, antes de optarem por solicitar o bloqueio de nosso conteúdo à equipe do WordPress sem aviso prévio. O conteúdo deste blog NÃO SE LIMITA AOS ARTIGOS DO PONDÉ PARA O RESPECTIVO JORNAL.

Equipe Pathfinder

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MAIS SOBRE O LIVRO DE MIRCEA ELIADE:

[1] O religioso Mircea Eliade no território dos vampiros (Estadão online)

[2] Leia trecho do livro ‘Senhorita Christina’, de Mircea Eliade (Estadão online)


A mulher, o bebê e o intelectual (30/01/2012)

•30/01/2012 • 4 Comentários


Ilustração de Ricardo Cammarota (+ trabalhos) para este artigo no jornal FSP


Os comunistas mataram muito mais gente no século 20 do que o nazismo, o que é óbvio para qualquer pessoa minimamente alfabetizada em história contemporânea. Disse isso recentemente num programa de televisão. Alguns telespectadores indignados (hoje em dia ficar indignado facilmente é quase índice de mau-caratismo) se revoltaram contra o que eu disse.

Claro, a maior parte dos intelectuais de esquerda mente sobre isso para continuar sua pregação evangélica (no mau sentido) e fazer a cabeça dos coitados dos alunos. Junto com eles, também estão os partidos políticos como os que se aproveitam, por exemplo, do caso Pinheirinho para “armar” a população. O desespero da esquerda no Brasil se dá pelo fato de que, depois da melhoria econômica do país, fica ainda mais claro que as pessoas não gostam de vagabundos, ladrões e drogados travestidos de revolucionários. Bandido bom é bandido preso. A esquerda torce para o mundo dar errado e assim poder exercer seu terror de sempre.

[...] Caro leitor, peço licença para pedir a você que leia com atenção o trecho abaixo e depois explico o que é. Peço principalmente para as meninas que respirem fundo.

(…) um novo interrogador, um que eu não tinha visto antes, descia a alameda das árvores segurando uma faca longa e afiada. Eu não conseguia ouvir suas palavras, mas ele falava com uma mulher grávida e ela respondia pra ele. O que aconteceu em seguida me dá náuseas só em pensar. (…): Ele tira as roupas dela, abre seu estômago, e arranca o bebê. Eu fugi, mas era impossível escapar do som de sua agonia, os gritos que lentamente deram lugar a gemidos e depois caíram no piedoso silêncio da morte. O assassino passou por mim calmamente segurando o feto pelo pescoço. Quando ele chegou à prisão, (…), amarrou um cordão ao redor do feto e o pendurou junto com outros, que estavam secos e negros e encolhidos.

[Trecho  citado pelo psiquiatra inglês Theodore Dalrymple (artigos aqui) em seu livro "Anything Goes - The Death of Honesty", Londres: Monday Books, 2011].

[...] Pol Pot, o assassino de esquerda e líder responsável por este interrogador descrito no trecho ao lado, estudou na França com filósofos e cientistas sociais (que fizeram sua cabeça) antes de fazer sua revolução, e provavelmente tinha como professor um desses intelectuais (do tipo Alain Badiou e Slavoj Zizek) que tomam vinho chique num ambiente burguês seguro, mas que falam para seus alunos e seguidores que devem “mudar o mundo”. De início, se mostram amantes da “democracia e da liberdade”, mas logo, quando podem, revelam que sua democracia (“real”, como dizem) não passa de matar quem não concorda com eles ou destruir toda oposição a sua utopia. O século 20 é a prova cabal deste fato.

[...] Proponho uma “comissão da verdade” para todas as escolas e universidades (trata-se apenas de uma ironia de minha parte), onde se mente dizendo que Stálin foi um louco raro na horda de revolucionários da esquerda no século 20. Não, ele foi a regra.

Com a crise do euro e a Primavera Árabe, o “coro das utopias” está de volta.


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP -30.01.2012) 

Para ler o ARTIGO COMPLETO: AQUI


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Pondé e Seu Catatumba (23/01/2012)

•30/01/2012 • Deixe um comentário


“Ríamos juntos, o ‘sobrenatural’ e eu, levando um papo sobre mulher.

 Já falou com um exu?” (Luiz Felipe Pondé)




Conversava eu com um exu numa festa num terreiro de candomblé quando, de repente, ele começou a falar de mulher. Grande especialista. Para quem é “consumidor” do sexo frágil, exus são grandes mestres. Você já conversou com um exu? Recomendo conversar. Pura sabedoria popular, daquelas que marxistas menos obcecados chamariam de espírito menos alienado porque mais “orgânico”. No caso, a palavra “espírito” tem duplo sentido, e um deles é espírito como “fantasma incorporado”.

Não, exus não são demônios, são mais uma espécie de orixá que media as relações entre nós e os deuses. Alguns os relacionam a Hermes (Grécia), Mercúrio (Roma) e Thot (Egito), todos os três deuses mensageiros entre os homens e os deuses.

[...] Claro que existe aí um sincretismo, porque este exu também tem um nome próprio de “quando viveu na Terra”, e orixá africano “puro” nunca “viveu na Terra” como um encarnado. As parceiras dos exus são as “pombagiras”, mulheres que gostam de falar de amor e sexo, que, quando vivas, tiveram muitos amantes e que representam, assim como os exus, a dimensão mais carnal e erótica da vida.

[...] Então me dizia “Seu Catatumba”, o nome que ele escolheu para si mesmo depois de assumir sua função na “falange” dos exus: “Não dá para entender as mulheres!”. Imagine só: o cara é um deus numa religião africana e me disse isso num papo em que ele e eu fumávamos charutos cubanos e bebíamos cerveja.

Até os deuses sabem disso, menos elas. As mulheres são incompreensíveis. Mas essa incompreensibilidade não as atinge prioritariamente quando atuam como profissionais, mas principalmente quando relações de afeto estão envolvidas.

[...] Ríamos juntos, o “sobrenatural” e eu. Uma delícia levar um papo sobre mulher com o “sobrenatural”, fumando legítimos cubanos (presente meu para ele) e cerveja, e ver que nem ele sabe nada sobre o que as mulheres querem. Meu caro Freud, você está perdoado: nem deuses africanos sabem o que a mulher quer.

[...] Teoria de gênero é a teoria segundo a qual não existe mulher e homem, mas sim “construções sociais” a serviço da opressão, assim como o mito do Papai Noel está a serviço das lojas de brinquedos. Para os tarados da teoria de gênero, um exu é apenas mais um machista.

[...] Não é novo o que me disse o exu, mas é encantadora a ideia de que mesmo ele, meio homem, meio deus, aliás, como uma espécie de Eros platônico em versão africana, confirma: não dá para entender as mulheres.

Você pergunta se eu acredito em exus? “Yo no creo en las brujas pero que las hay las hay.”


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP -23.01.2012) 

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A Dor na Face (16/01/2012)

•23/01/2012 • 4 Comentários


“O que era amor se transforma em exigência de sucesso material e segurança previdenciária.” (Luiz Felipe Pondé)




Muitas vezes apenas gostaríamos de dizer “não”. Coisa difícil dizer “não”, porque o “sim” é civilizado na sua condição de hipocrisia necessária para a vida em grupo. Não dizer bom-dia, não dizer que gostou, não dizer que quer ir, não dizer que ama, dizer apenas “não”. Na ordem capitalista em que vivemos, onde tudo circula na velocidade do vento que nos constitui como miserável mercadoria que somos, o “não” aparentemente vende mal.

[...] Outro problema é que umas das maiores contradições da vida é que o cotidiano das relações quase sempre inviabiliza afetos espontâneos e nos arremessa a convivência estratégica que apenas “lida” com problemas. Em resumo, quase sempre os membros da nossa família não são nossos melhores amigos e não é gente em que podemos confiar nossos desesperos porque sempre esperam de nós soluções para as demandas do dia a dia. Maridos, esposas, filhos, irmãos, pais, quase sempre não servem para ouvir nossos segredos, mas apenas servem para constatar nossas misérias secretas.

[...] Quem diz que a solução do homem é política é sempre um mau caráter que gosta de política. Seja na universidade, seja em Brasília. A vida é uma prisão e não gosto de rotas de fuga falsas.

No fundo, sou mais “anos 60″ do que aqueles que dizem ser “anos 60″, mas que viraram “ambientalista de terno e gravata”, “defensores da qualidade de vida” ou “roqueiros que cantam para as crianças da África”. Para mim vale sempre uma regra básica: não confio em nada em que departamentos de recursos humanos confiam. Nutro profunda simpatia por dois pensadores utópicos, Ralph Waldo Emerson e Henry David Thoreau, ambos do século 19, representantes do movimento libertário americano.

Há uma dor característica causada por sorrisos falsos. Os músculos da face doem por conta do sorriso mentiroso, que é sempre o mais comum em nosso cotidiano, dizia Emerson, autor de “Self-Reliance” (“Autoconfiança”), de 1841, um clássico do movimento libertário.

[...] Hoje o pensamento público tornou-se monótono porque todo mundo quer agradar e salvar o mundo. Eu não quero salvar ninguém, nem aspiro a um mundo melhor. Como dizia Emerson, existem grandes vantagens em sermos mal compreendidos (“misunderstood”).

A mania de sermos completamente compreendidos nada mais é do que o desejo de agradar a todos o tempo todo, uma das pragas típicas de um mundo marcado pelo marketing de tudo [...].


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP -16.01.2012) 

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Francesca (09/01/2012)

•16/01/2012 • Deixe um comentário


“O adultério é um pecado, principalmente quando há amor; talvez, somente quando há amor.” (Luiz Felipe Pondé)




Lia eu o livro do marxista Terry Eagleton, “O Debate sobre Deus” (ed. Nova Fronteira, 232 págs., R$ 39,90), recém-publicado entre nós, quando topei com sua crítica ao cineasta Clint Eastwood. Eagleton é um bom pensador, mas ninguém é perfeito. Seu livro é muito bom e merece ser lido, mas o que ele diz sobre Eastwood é uma grande bobagem.

[...] Eastwood não é um cineasta machão (como supõem Eagleton e quase toda a esquerda, que nada entende de ser humano, porque pensa o tempo todo na bobagem de luta de classes e oprimido x opressor). Pelo contrário, talvez ele seja um dos artistas que melhor entendem o desespero humano (masculino ou feminino), assim como suas virtudes mais sagradas, como a coragem, o autossacrifício e a generosidade.

Recentemente, revi seu maravilhoso filme “As Pontes de Madison” (1995), um longa feito para as mulheres, como muitos dizem. [...] Concordo que “As Pontes de Madison” seja um filme sobre o desejo feminino atado à rotina esmagadora de um casamento sem amor, mas nem tanto. Ele vai muito além de um drama especificamente feminino. Sua personagem feminina principal, Francesca, vivida por Meryl Streep, não representa apenas as mulheres entediadas de casamentos conservadores (apesar de que sim, também as representa), mas sim todos os homens e mulheres que abrem mão de suas vidas afetivas em nome da família sem reclamar.

[...] É um erro comum pensarmos que as angústias femininas não são universais. Tal erro é comum principalmente nas feministas, que, na realidade, não entendem nada de mulher nem de homem. Essa tendência a achar que os fantasmas femininos são “coisa de mulher”, assim como menstruação e menopausa, é comum mesmo em gente capaz. 

[...] No marasmo de uma vida interiorana americana, Francesca vive por poucos dias o pecado do adultério. Não se faz de vítima, mas sabe que peca. Peço aos inteligentinhos que nada entendem do conceito de pecado que vão brincar no parque. O adultério é um pecado, principalmente quando há amor envolvido; talvez, somente quando há amor envolvido. E pecado aqui significa a consciência de que você não é dono de si mesmo. Suas reações, pensamentos e esquemas rotineiros de enfrentamento da vida entram em colapso. E dói.

E mais: é pecado porque o adultério faz você ver que existe alguém dentro de você que é despertado do sono por outra pessoa que não aquela que divide honestamente e cotidianamente o dia a dia da sua vida.

[...] A grandeza da pecadora Francesca só pode ser medida contra seu sacrifício em nome dos filhos e do fiel e dedicado marido. A alma de um pecador é a sua consciência de que faz algo contra alguém que não merece.

A pior tragédia do adultério se dá quando o traído é inocente [...].


Luiz Felipe Pondé (jornal FSP – 09.01.2012) 

Para ler o ARTIGO COMPLETO: AQUI


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A Tirania da Felicidade e o Mundo do Trabalho

•16/01/2012 • 2 Comentários


“A Tirania da Felicidade”. Esse foi o tema do encontro do Fórum Cristão de Profissionais que contou com a participação de Luiz Felipe Pondé em 2011.

O convidado falou sobre a imposição moderna de se estar sempre feliz e de como o consumismo, em resposta a isso, vem se tornando num holograma de felicidade contínua, cada vez mais insustentável.